O Japão vai desembolsar 21,1 milhões de dólares (17,8 milhões de euros) para a construção de uma unidade neonatal no Hospital Central de Maputo, a maior unidade sanitária moçambicana
“O projecto de construção de unidade neonatal no Hospital Central de Maputo conheceu um aumento dos iniciais 19, 3 milhões de dólares [16,3 milhões de euros] para 21,1 milhões de dólares. Este é um gesto extraordinário do Japão em relação a Moçambique”, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas.
A governante falava em Maputo após assinar, com as autoridades japonesas, uma adenda ao pacote de financiamento da unidade, tendo adiantado que este projecto, a ser financiado pelo Japão através da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), vai contribuir para o desenvolvimento de Moçambique, permitindo acesso à saúde.
“Este acto simboliza o nível de relações bilaterais entre a República de Moçambique e o Japão, que evoluíram para uma verdadeira parceria estratégica baseada na confiança mútua, na previsibilidade e numa visão comum sobre o desenvolvimento sustentável, inclusivo e orientado para os resultados”, disse a ministra moçambicana.
Segundo o director de planificação e cooperação no Ministério da Saúde, as obras já arrancaram, e o projecto indica que vai ser uma infra-estrutura de quatro pisos, equipado com materiais médicos que visam melhorar o atendimento e internamento a crianças, reduzindo a mortalidade neonatal.
“Neste momento estamos ainda numa fase inicial, de acordo com o projecto executivo elaborado prevê-se que até 2027 a infra-estrutura esteja pronta para servir a nossa população, concretamente os neonatos que poderão ser internatos”, disse José Alberto, director de planificação e cooperação no Ministério da Saúde (Misau), explicando que o empreendimento está a ser erguido perto da maternidade do HCM para facilitar acesso.
Moçambique e Japão assinaram também uma adenda ao financiamento ao projecto de construção de instalações de Sabo e Drenagem da Cidade de Nacala, com o financiamento japonês a sair dos 20,7 milhões de dólares (17,5 milhões de euros) para 21,8 milhões de euros (18,4 milhões de euros, segundo informação avançada hoje.
A infra-estrutura vai ser erguida no município de Nacala, na província do Niassa, norte e Moçambique, para controlar as águas das chuvas e evitar inundações que estão a impedir investimentos.
“No sector de redução de riscos de desastres o projecto de construção de instalações de Sabo e Drenagem da cidade de Nacala, financiada através de uma subvenção de 3,3 mil milhões de ienes japoneses, pretende mitigar os impactos dos desastres e da erosão que afetam áreas urbanas, estradas primárias, o porto de Nacala e outras infraestruturas críticas”, disse o representante residente da JICA em Moçambique, Kazuki Otsuka.
Para o Japão, o empreendimento é essencial para assegurar a resiliência urbana, cujas obras vão arrancar no segundo semestre deste ano, conforme informação do autarca de Nacala, sendo que agora vai se avançar com o lançamento de concurso para a seleção do empreiteiro.
A construção de Instalações de Sabo e Drenagem implicará também o reassentamento de famílias abrangidas pelo empreendimento.
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